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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Relativa II

Falando do meu cotidiano, estou em busca de um novo pedaço de concreto pra morar [de novo]. Hoje vou ver uma kitnet, a primeira desta nova temporada de "um novo lar pra mim". É que vamos entregar a casa onde estamos agora até janeiro de 2013, se o mundo não acabar. Se acabar o trabalho não será necessário, mas como o fatalismo não é bem aceito pela minha mente, estamos nos preparando pra 2013. Da outra vez que tentamos fazer isso foi um fiasco, íamos montar uma república, e depois de 2 meses procurando, praticamente sozinha, o apartamento pra 5, todas deram pra traz e eu fiquei irada, além de muito cansada. Desta vez acho que não será trabalho em  vão porque não dependo de "meninas", é a família que está na situação. Assim sendo, espero não me aborrecer como da outra vez, afinal se tem uma coisa cara nesta cidade é um pedaço de laje no meio de outras tantas lajes. Apartamento era o maior produto que o Brasil daria, e nem os donos de cafezais e nem os mineiros imaginariam esta decadência!

Só pra constar nos autos: Odeio procurar kit/apê!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Começo de Madrugada

A rua está vazia.
Barulho de alarme de carro.
No prédio da frente só há quatro janelas com luzes acesas.
Trinta segundos.
Alguém acabou de chegar de carro lá embaixo.
Conto cinco estrelas e um avião no céu.
Alguém desligou o alarme.
Agora escuto o barulho contante deste órgão.
Meu cuspe demora quatro segundos para alcançar o chão.
Bebo água sem fazer ruído.
Tudo parece dormente.
Mas dizem que aqui não dorme.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Vivo morrendo.


(foto: São Paulo por um amigo meu).


Ouço, escuto, sinto o girar do ponteiro do incessante relógio.
Ouço, escuto, não sinto o vibrar da máquina centrifugando a roupa.
Ouço, não escuto, sinto o morno som cansado do urbano,
Este que me envolve de dia,
De tarde,
Na madrugada,
Na noite de terça-feira.
Morno porque não me refresca.
Morno pois não me aquece.
Cansado de exaustivo labor eternificado pelo sistema,
Cansado porque já não me encanta.
Urbano pois o verde já desvaneceu,
Urbano de tanto parir concreto estéril.
Vivo morrendo neste Morno, Cansado e Urbano universo.