Uma conversa.
Franca, sincera, honesta, e todos mais os adjetivos repetidos que nos remetem só à VERDADE!
Umas palavras que a gente deve uma hora dessas, de preferencia agora, tirar das ENTRE LINHAS.
Nós não podemos ficar neste muro, achando que as coisas se arrumam por si só, este tipo de pensamento já nos trouxe tanto arrependimento e tanta ferida aberta e reaberta, e parece que a gente nunca ia aprender, porém um passo, uma palavra, e pronto, todo o resto a gente já conhece o roteiro. Eu sei o que você quer, o que precisa, você sabe do que eu preciso também, por que ficamos nos machucando? Por que tanta angustia?
Bem-vindo perdão.
Um recomeço sem nome, mas com uma melodia conhecida e alegre!
Objeto cilíndrico, em cujo fundo há fragmentos móveis de vidro colorido, os quais, ao refletirem-se sobre um jogo de espelhos dispostos longitudinalmente, produzem um sem-número de combinações de imagens.
Mostrando postagens com marcador humano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador humano. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Íntimo - segundo dia
Uma presença incessante e insistente!
A ausência.
A saudade. Talvez devesse munir-te de poesia e cultivar orquídeas.
Talvez uma outra cidade, um outro dia.
Hoje tu queres afogar-te nas lembranças, uma embriagues contida e santa.
Apenas tudo aquilo que ainda está aqui. Só dentro de ti.
Todos se vão um dia.
Todos se foram ontem mesmo.
Difícil é ser o mensageiro que fica para contar as más-novas aos desavisados.
E cada nova gota de vinho, cada nova palavra proferida vezes repetidas, é mais
uma lembrança que queres desesperadamente tirar do teu peito.
Do teu travesseiro molhado.
Deste tapete imundo em que tens habitado a noite, remoendo, revivendo, retorcendo-te.
Revira-te novamente ao avesso, e com as vísceras à mostra, arfe melhor o ar aos pulmões.
Respire, vista-te. Mais um dia de trabalho espera-te lá fora, em duas horas deves tornar-te de novo aquela uma que um dia chamas-te de "eu". Hoje mal conheces.
No fundo do teu quarto, no fundo da tua intimidade. Um túmulo aberto e do avesso.
A ausência.
A saudade. Talvez devesse munir-te de poesia e cultivar orquídeas.
Talvez uma outra cidade, um outro dia.
Hoje tu queres afogar-te nas lembranças, uma embriagues contida e santa.
Apenas tudo aquilo que ainda está aqui. Só dentro de ti.
Todos se vão um dia.
Todos se foram ontem mesmo.
Difícil é ser o mensageiro que fica para contar as más-novas aos desavisados.
E cada nova gota de vinho, cada nova palavra proferida vezes repetidas, é mais
uma lembrança que queres desesperadamente tirar do teu peito.
Do teu travesseiro molhado.
Deste tapete imundo em que tens habitado a noite, remoendo, revivendo, retorcendo-te.
Revira-te novamente ao avesso, e com as vísceras à mostra, arfe melhor o ar aos pulmões.
Respire, vista-te. Mais um dia de trabalho espera-te lá fora, em duas horas deves tornar-te de novo aquela uma que um dia chamas-te de "eu". Hoje mal conheces.
No fundo do teu quarto, no fundo da tua intimidade. Um túmulo aberto e do avesso.
sábado, 23 de junho de 2012
Íntimo - Primeiro dia
Daí um dia qualquer, com cheiro de tapioca com coco, você acorda e após o café, regado sem açúcar - que é pra combinar com o seu humor mais ou menos, se dá conta de como algo está faltando.
Vai até a varanda, repara nas plantas, não é falta de água porque choveu ontem, nem adubo ou sol. É talvez seja sol, que tá fraco, mas pelo menos tem uma claridadezinha.
Vai até a lavanderia, tira a roupa do varal, põe os lençóis na máquina, passa pela sala, tira os jornais do chão. No banheiro limpa a pia suja de pasta de dente e toma um banho. Ao passar pelo corredor tira o tênis que está no caminho e vai pro quarto se trocar. Perfuma-se, veste-se, e ao olhar-se no espelho imagina como estará daqui uns anos, mais velha, mais madura...não, pensa: "Mais radiante".
Enfim, pega a bolsa e sai para a vida de uma professora-pesquisadora ocupada.
Pro que o que se faz em casa ninguém fica sabendo.
Casa, o túmulo de todas as intimidades.
quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tempero
Ele disse: Olhe o velho.
Veja o velho.
Enxerge o velho.
Observe o velho.
Monitore o velho.
Analise o velho.
Estatistique o velho.
Examine o velho.
Compute o velho.
Inclua o velho.
Nada me adiante, se eu não sentir o velho.
E o coração foi posto depois, bem depois do estômago.
Numa terra de famintos as emoções são servidas como aperitivo pré-salada.
As minhas sem sal, por favor!
Veja o velho.
Enxerge o velho.
Observe o velho.
Monitore o velho.
Analise o velho.
Estatistique o velho.
Examine o velho.
Compute o velho.
Inclua o velho.
Nada me adiante, se eu não sentir o velho.
E o coração foi posto depois, bem depois do estômago.
Numa terra de famintos as emoções são servidas como aperitivo pré-salada.
As minhas sem sal, por favor!
Sobre:
classificação,
confusão,
humano,
resposta,
valores
sexta-feira, 25 de junho de 2010
sentido
Passei uma hora pensando, não achei resposta e fui dormir.
Qual o sentido disso tudo?! Não achei e cai no sono.
Quando eu descobrir será melhor ou pior?! O sono será melhor ou se extinguirá?
Será que irei descobrir?
Tenho medo, muito medo.
Tenho incertezas, e não carrego comigo nada além de perguntas repetitivas.
Humanos, humana, humanização, desumanos, eu.
Qual o sentido disso tudo?! Não achei e cai no sono.
Quando eu descobrir será melhor ou pior?! O sono será melhor ou se extinguirá?
Será que irei descobrir?
Tenho medo, muito medo.
Tenho incertezas, e não carrego comigo nada além de perguntas repetitivas.
Humanos, humana, humanização, desumanos, eu.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Amigo, não!
Ver-te afundando e não fazer nada.
Vejo você batendo a cabeça na parede e não quero fazer nada.
Observar você errar de novo, e querer te ajudar.
Estou confusa, estou perdida.
Quero ajudar, mas quero que você aprenda.
Quero te dizer que gosto de você, mas você me decepcionou muito.
Quero fazer alguma coisa, e não quero.
O que faço?
O que não faço?
Somos assim, paradoxos resolvíveis em nós.
Vejo você batendo a cabeça na parede e não quero fazer nada.
Observar você errar de novo, e querer te ajudar.
Estou confusa, estou perdida.
Quero ajudar, mas quero que você aprenda.
Quero te dizer que gosto de você, mas você me decepcionou muito.
Quero fazer alguma coisa, e não quero.
O que faço?
O que não faço?
Somos assim, paradoxos resolvíveis em nós.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Poesia alheia
Devaneio - Jorge Vercillo
Mergulhei no mar e não dava pé
Me apaixonei mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais e o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu um veraneio seu e um outono inteiro em minhas mãos
Vi um sol nascer pelos olhos seus me deixei levar
Eu nao refleti que era a luz dos meus refletida em ti
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demai se o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu um veraneio seu e um outono inteiro em minhas mãos
Mergulhei no mar e não dava pé
Me apaixonei mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais e o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu um veraneio seu e um outono inteiro em minhas mãos
Vi um sol nascer pelos olhos seus me deixei levar
Eu nao refleti que era a luz dos meus refletida em ti
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demai se o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu um veraneio seu e um outono inteiro em minhas mãos
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Banhista Cíclico
Um banho, é só o que pede ao mundo agora.
Um banho ao som de Bethânia e toda a MPB.
Um banho de chuveiro,tão frio quanto na própria nascente.
Um banho a sabonete barato, quer somente o necessário.
Um banho comum,para um alguém igualmente.
Pelo ralo o adeus a mais um dia de mão no arado.
A temperatura cai no coro cabeludo, com o cair da água.
Pronto, mais um ser re-humanizado após dez, onze, doze no campo de combate aberto.
Na noite do dia depois desta noite,
Mais um banho será receitado.
Um banho ao som de Bethânia e toda a MPB.
Um banho de chuveiro,tão frio quanto na própria nascente.
Um banho a sabonete barato, quer somente o necessário.
Um banho comum,para um alguém igualmente.
Pelo ralo o adeus a mais um dia de mão no arado.
A temperatura cai no coro cabeludo, com o cair da água.
Pronto, mais um ser re-humanizado após dez, onze, doze no campo de combate aberto.
Na noite do dia depois desta noite,
Mais um banho será receitado.
Assinar:
Postagens (Atom)