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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Contemporaneidade

Procuro um canto incomum,
sem clichês,
sem plágio,
sem atmosfera "moderna".
Sem passado,
sem futuro.

Sem dúvidas, sem afirmações, sem definição!

Somente a contemporaneidade do meu próprio pensamento.

Impossível, eu sei.
Os sociólogos vão dizer que sofro influencia de toda a geração a qual pertenço,
os psicólogos dirão que sou um reflexo dos meus pais, da minha infância, que tudo é um capricho.
Os biólogos vão dizer que são os instintos primitivos.
Algum médico diria que são mudanças hormonais.

Minha mãe taxaria uma crise.
Minha consciência admitiria a crise.

eu, no entanto saberia que é só um desejo, pequenininho, de algo diferente e inexistente.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Oco

Um dia alguém me disse que quando está longe do seu amor "tá com um oco".

Não é vazio de fome.
Não é vazio de vontade.
Não é vazio de enxergar.
Não é falta do que se toque.

O oco que oquece o que está em oquidão é um oco que por aí chamam de solidão.

O problema dessa solidão é que ela é uma senhorita desavergonhada,
ela sempre vem acompanhada.
Dona Solidão e a Senhora Saudade,
no peito uma mora,
no estômago a outra arde!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Iceberg

Te vejo a primeira vez,
Iceberg.
Você é gelada,
Iceberg.
Você não se esconde,
Iceberg.
O mundo oculta suas qualidades e bizarrisses,
Iceberg.
Eu quero te descobrir, conquistar,chamar pra tomar um suco,
Iceberg.
Mas, quando te vejo pela primera vez no dia, de novo,
Iceberg.
Eu só consigo ficar parado, como se tivesse congelado, por ti ICEBERG.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vamos?

Você me olha com olhos grandes,
Infinitos,
Castanhos límpidos como um campo de trigo doirado.

Vamos, eles me dizem.
Quando sorri é um sussurro.
Este castanho envolvente.

Deixa eu cuidar-te, eles cantam.
E quando o sol os cegam...
Um olhar multicolorido antes de uma lágrima fugidia,
Me diz, cuida de mim também.

E quando as palavras te fogem,
Me fogem,
Desaparecem todos do mundo,
Nossos olhos conversam.
Castanha prosa poética.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Hoje quem morre?

Quando a mágica falta.
Quando a bola parece leve demais na cobrança de falta,
pesada demais no domínio.

Quando a torcida se cala,
grita Uuuu.

Quando o tempo corre mais que nossos laterais, e nossos atacantes menos que sua zaga.

Quando o juiz é culpado de tudo,
o técnico é culpado de tudo.

Todo mundo quer descontar nas canelas alheias,
nas cutuveladas, na cabeceadas que vão pra fora.
A única coisa que parece entrar é a angústia em nosso peito.

E o peito fica cheio com o grito de gol entalado,
trancafiado,

esperando a próxima copa.

A próxima oportunidade.

Esperamos mais 3 minutos de aflição,
desespero, falta de comunicação e técnica...

Goleiro virando meia, zagueiro virando herói e o Brasil voltando da África com mais uma derrota pra juntar.

Hoje o Brasil vai se acabar na cachaça, e eu?

Bom, eu vou esperar a Libertadores!

Porque hoje minha esperança não morre!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Apenas uma...

Uma alegria, nem que seja um sorriso mascarando um coração assim, assim.

Uma prenda, seja seda ou chita, sejam rosas, ou roubadas.

Uma melodia, pode ser roubada também, quem liga pra originalidade quando se tem boas intenções?!

Uma lágrima, uma saudade, uma beijoca,  depois uma refeição em casa.

Por que o que quero do mundo cabe aqui dentro, pra quê muito se posso ter tudo de uma em uma conquista.