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segunda-feira, 12 de julho de 2010

enxuto

A algum tempo atraz eu não me imagina com o peito assim tão enxuto.

Todas as lágrimas que pareciam ser minha única companhia.
Repulsivamente me odiava por te amar assim.
Assim não, daquele modo.

Aquele jeito que foi tão doído, doido e doloridamente experimentado.
Não queria a minha companhia.

Hoje meu peito cicatrizado parece querer me enganar e se entregar a um novo alguém.
Parece estar querendo um novo banho de sal lacrimal.
Parece que já esqueceu.

Eu não esqueci.
Eu não deixo.

sábado, 5 de setembro de 2009

Movimento

Vai ao longe o teu vento de outrora.
Entrou-te como um redemoinho,
Saiu-te menos que uma brisa!
Não despega as folhas mortas,
Nem dá vida aos moinhos.


Será para sempre esta estagnação?


O rio não flui,
E assim cessa a vida.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Borboleta


Tinha um sonho,
Nela uma borboleta voa,
Voava.
Pousa numa orquídea roxa.
Suas asas azuis e seu movimento incolor,
Suas asas azuis e em minha orquídea amor.
Pena que era um sonho,
E como a borboleta que voa,
Você também, Voou.